Pacientes com sintomas leves devem procurar centros de saúde ou teleconsultas para evitar sobrecarga nas UPAs
Prefeitura de Belo Horizonte orienta pacientes com sintomas leves a procurar centros de saúde ou teleconsultas e reforça que as UPAs devem priorizar casos de urgência e emergência.
Prefeitura de Belo Horizonte orienta população sobre o uso adequado dos serviços de saúde e alerta para o aumento do tempo de espera nas Unidades de Pronto-Atendimento
A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte alerta que as nove Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da capital são destinadas a casos de urgência e emergência de média e alta complexidades. No entanto, a procura por pacientes com sintomas leves tem aumentado, contribuindo para filas e maior tempo de espera.
De janeiro a julho de 2026, as nove UPAs realizaram 560 mil atendimentos. Desse total, 76,2% foram classificados como não urgentes.
Em 2025, foram 937 mil atendimentos entre janeiro e dezembro, sendo 75% classificados como verdes pelo Protocolo de Manchester, categoria considerada pouco urgente.
“Os dados mostram que as Unidades de Pronto-Atendimento estão atendendo usuários que poderiam ser assistidos em centros de saúde ou pelas teleconsultas ofertadas pela Prefeitura. Esta procura de pacientes com quadros leves às UPAs acaba refletindo em uma espera maior para o atendimento, pois essas unidades priorizam os pacientes que apresentam quadros mais graves”, destaca o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.
Quando procurar uma UPA?
As UPAs funcionam 24 horas por dia e são destinadas principalmente a situações de maior gravidade. Entre os sintomas e situações que justificam a procura pelo serviço estão:
- Falta de ar intensa;
- Febre alta, acima de 39°C;
- Dor intensa no peito;
- Fraturas e cortes com pouco sangramento;
- Quedas com torção e dor intensa ou suspeita de fratura;
- Crises convulsivas;
- Cólica renal;
- Vômitos constantes.
Os endereços das nove UPAs podem ser consultados na página da Prefeitura de Belo Horizonte: Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) – PBH.
Sintomas leves devem ser atendidos nos centros de saúde
Em casos sem urgência, a orientação é procurar o centro de saúde de referência, que funciona de segunda a sexta-feira, durante 12 horas.
Entre as situações que podem ser atendidas nessas unidades estão:
- Febre branda;
- Curativos e pequenas suturas;
- Avaliação de pressão arterial ou glicemia;
- Dores musculares;
- Bronquite, asma e quadros leves de gripe;
- Consultas de rotina;
- Pré-natal;
- Acompanhamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão;
- Vacinação.
Teleconsulta também é opção
Outra alternativa para casos sem urgência é o serviço de teleconsulta da Prefeitura de Belo Horizonte, disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h.
Além de sintomas gripais leves, o serviço pode atender pacientes com sintomas leves de dengue, zika e chikungunya, além de casos de diarreia e dor de cabeça.
Como funciona o Protocolo de Manchester
As nove UPAs utilizam o Protocolo de Manchester, método de triagem que classifica os pacientes de acordo com a gravidade do quadro clínico.
Após a avaliação inicial, o paciente recebe uma pulseira colorida que indica a classificação de risco:
- Vermelho: emergência, com risco de morte e necessidade de atendimento imediato;
- Laranja: muito urgente, com necessidade de atendimento rápido;
- Amarelo: urgente, mas com condições de aguardar avaliação;
- Verde: pouco urgente;
- Azul: situação de menor urgência.
Os casos classificados como verde ou azul podem, conforme a situação, ser direcionados para atendimento nos centros de saúde ou por teleconsulta.
Uso correto dos serviços ajuda a reduzir filas
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a procura pelas UPAs deve ocorrer principalmente diante de quadros mais graves ou quando os demais serviços não estiverem disponíveis.
“É muito importante que as pessoas procurem as UPAs somente quando apresentarem quadros mais graves ou fora dos horários de atendimento dos centros de saúde e teleconsultas. O direcionamento correto dos pacientes evita filas, otimiza os recursos públicos e garante que quem realmente precisa de socorro imediato seja atendido com a rapidez necessária”, acrescenta o secretário de Saúde.
Qual é a sua reação?













