Parceria garante educação a crianças em tratamento médico em BH
Crianças e adolescentes em tratamento médico continuam aprendendo graças à parceria entre a Prefeitura de BH e a Cape, com aulas garantidas pelo Atendimento Educacional Hospitalar.
Estudantes da Rede Municipal de Belo Horizonte e de outras cidades de Minas Gerais que estão em tratamento de saúde na capital não precisam abrir mão do aprendizado. Graças a uma parceria da Secretaria Municipal de Educação (Smed) com instituições como a Casa de Acolhimento Padre Eustáquio (Cape), crianças e adolescentes com doenças graves continuam os estudos mesmo longe da escola.
A iniciativa é viabilizada por meio do Atendimento Educacional Hospitalar (AEH), reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). As aulas ocorrem em salas equipadas com materiais pedagógicos adaptados, assegurando o direito à educação mesmo durante o tratamento de doenças como câncer, problemas cardíacos e renais.
A professora Maria de Lourdes Dias Lopes, que atua no AEH há mais de dez anos e há dois na Cape, é uma das responsáveis por garantir o acompanhamento pedagógico dos estudantes. “A parceria com a Secretaria de Educação permite o acompanhamento do desenvolvimento escolar desses alunos, o que é um direito dos estudantes”, afirma.
Apoio além da saúde
Fundada em 2013, a Cape nasceu da fé de José Marcílio Nunes Filho, inspirado por um sonho com o beato Padre Eustáquio. A instituição oferece acolhimento integral a crianças e adolescentes encaminhados por hospitais como a Santa Casa, e se tornou uma das referências nacionais no cuidado a pacientes infantis em tratamento médico.
O trabalho da Cape vai além da assistência médica. Uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem e outros profissionais promove o bem-estar físico, emocional e educacional dos pacientes. As atividades incluem palestras, ações culturais e momentos de lazer.
Para a superintendente Mônica Sales de Araújo, a continuidade dos estudos é essencial: “A criança está aqui, em tratamento, e merece estudar. É um direito dela. O município possibilita oferecer isso a nossos acolhidos de uma forma muito digna.”
A jovem Mônica Gomes, de 13 anos, que veio de Coronel Fabriciano para tratamento renal, reforça o impacto da Cape: “É muito diferente de vários lugares em que fiquei, o melhor que eu conheço.”
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